SAUDADE DA ESCOLA

SAUDADE DA ESCOLA

06/05/2015

Por Marco Augusto Avelino

Estou estreando hoje como colaborador neste espaço da Revista Pellegrino, no qual, daqui por diante, revezarei com nosso Diretor e Gerente Geral, Antonio Carlos de Paula, e nosso Diretor de Produtos e Suprimentos, Nilton Rocha de Oliveira.
 
Antes de mais nada, eu gostaria de dizer que é uma honra muito grande, mas sobretudo uma enorme responsabilidade, estar aqui falando com você, caro cliente e parceiro. Sim, porque é você a razão de existência de nossa empresa e o norte de nossas ações. Acima de tudo, é você um dos integrantes, quem sabe, mais essenciais dessa enorme engrenagem que move o país chamada indústria automotiva, visto que tem a missão de abastecer a frota circulante com os componentes de reposição.
 
Esta edição de nossa revista aborda na capa um tema que ainda parece um grande tabu não apenas nos varejos de autopeças, de motopeças e de acessórios, como em diversos outros segmentos econômicos em nosso país: será mesmo necessária essa tão apregoada busca sem fim pelo conhecimento, com constantes reciclagens das equipes? Ora, já não é o bastante a pessoa dispender pelo menos 12 anos para concluir a Educação Básica, que compreende o Ensino Fundamental (com duração de nove anos) e o Ensino Médio (três anos)? E nos casos de quem consegue concluir uma faculdade, então? São pelo menos mais quatro ou cinco anos, num total de até 17 anos.
 
Para que estudar tanto? Pois a resposta é muito simples: para poder acompanhar as mudanças diárias –sim, diárias!– que ocorrem em todo e qualquer setor da economia, sob pena de sermos “atropelados” por essas mudanças.
 
Vamos imaginar um vendedor considerado muito competente, dedicado e com um talento nato para as vendas. Muito bem. Agora, vamos imaginar esse nosso vendedor diante de um cliente extremamente rude, sem um pingo de paciência e que, ainda por cima, se expressa muito mal, sem saber formular direito o que quer. Se, além de todos aqueles predicados, nosso balconista tiver aprendido a lidar com pessoas complicadas, é bem capaz que ele tire de letra. Agora, se ele não foi treinado para saber identificar os vários perfis psicológicos do cliente, seu talento nato poderá não servir muito.
 
Uma situação ainda mais crítica acontece quando se está diante de um cliente com formação altamente técnica que pede informações detalhadas acerca de um produto. Um bom catálogo pode ajudar, mas daí a cair no chamado “embromeichon” pode ser um pulinho de nada, que logo vai ser percebido pelo cliente. Passando um risco embaixo, o ideal é procurar se munir do máximo possível de informações dos produtos que vendemos. E, para isso, nada como voltarmos de vez em quando a sentar no “banco escolar”.
Espero que você aproveite!
 
Marco Augusto Avelino,
Diretor de Vendas e Marketing