Quando ajudar é um prazer

Quando ajudar é um prazer

15/07/2019

 

Por Paulo Carneiro

 

O proprietário da Rodap, no Paraná, entende que a atuação social é um dever

Movido pelo mesmo empenho dedicado aos negócios, há cerca de 20 anos o empresário Cláudio Belarmino Ferreira da Silva, da Rodap Auto Peças, em Ivaiporã (PR), dedica parte do tempo a atividades de ajuda ao próximo. Assim que encerra o expediente na loja, Cláudio atua como voluntário em uma instituição que arrecada alimentos e roupas e presta outros tipos de apoio a famílias carentes. Com o passar dos anos, a responsabilidade social virou uma rotina à qual o empresário afirma se dedicar com o maior prazer.

Segundo ele, trata-se de uma atividade coletiva organizada com critérios rigorosos, que vão desde o recolhimento, seleção e classificação das doações até o momento da entrega às famílias cadastradas. “Fornecemos regularmente cestas básicas, mas, na medida do possível, também atendemos a outros tipos de solicitações. Embora a gente não disponha de muitos recursos, como seria o ideal, entendemos que não dá para assistir passivamente ao sofrimento do próximo sem tomar uma atitude”, diz. “Durante o inverno, fazemos um esforço especial para o recolhimento de agasalhos, cobertores e colchões para levar um pouco de conforto aos que estão expostos ao frio.”

O grupo também se mobiliza em datas específicas, como o Dia da Criança e nas festas de Natal e Ano Novo. “Sempre damos uma atenção às crianças nessas datas. É muito importante propiciar esse momento de alegria aos pequeninos, seja com um brinquedo ou um lanche, para que eles também tenham um espaço de convivência.”

Com foco na solidariedade, o grupo promove, com regularidade e disciplina, visitas ao asilo de idosos da cidade, segundo Cláudio, para levar não só apoio material, mas também “palavras de conforto e esperança”.

De acordo com o empresário, nessa mesma trilha, os voluntários rompem as barreiras do preconceito e levam palavras de compreensão ao centro de detenção provisória, destinado a presos de baixa periculosidade. “Geralmente, são condenados a pena mínima, que ficarão ali por pouco tempo. Essas pessoas precisam de diálogo, de um estímulo para reencontrar o caminho quando recuperar a liberdade”, afirma. “Creio que é nosso papel procurar ajudar no processo de recuperação.”

Segundo Cláudio, a cidade é relativamente tranquila, mas também tem problemas sociais em algumas áreas, como nos grandes centros. “Infelizmente, também temos que lidar com essas questões da desigualdade.” Ele procura ser discreto e faz questão de destacar que exerce o trabalho voluntário na condição de cidadão, sem envolvimento da empresa. Diz ainda que seu único objetivo é dar sua parcela de colaboração para melhorar a vida dos mais necessitados. “Minha maior recompensa é ver as pessoas felizes. Isso não tem preço”, afirma. “A gente fica com a sensação de dever cumprido ao prestar essa ajuda.”

Referência na área automotiva, a Rodap fica no centro da cidade e tem como diferencial o bom atendimento. “O cliente em primeiro lugar”, diz Cláudio.