Olhar além

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15/07/2019

Sergio (esq.), da Só Volks

Por Rosiane Moro

Numa época em que empresas cortam investimentos, Só Volks amplia os negócios e não para de crescer

Um antigo imóvel da família foi o pontapé inicial para Sergio Lopes Teixeira largar a vida de caminhoneiro e abrir sua primeira autopeças. Localizado em um bairro da capital Rio Branco (AC) com várias lojas automotivas, o espaço alugado para um inquilino ficou vago e despertou no empresário a vontade de começar um negócio próprio. Após uma pesquisa na região, Sergio percebeu que as autopeças trabalhavam no modelo monomarcas e não havia uma loja especializada em Volkswagen. “Tinha loja só Fiat, só GM, mas nada de Volkswagen. Fato bem estranho porque na época a montadora alemã detinha o título de carro mais vendido do país com o Gol”, conta Sergio.

A falta de experiência na área não inibiu o empresário e em novembro de 2005 a Só Volks inicia as atividades. “Eu sempre gostei de automóveis desde criança, passei a minha infância brincando de montar carrinhos. Já o tino comercial acho que herdei do meu pai, proprietário de uma lojinha de produtos variados no sul da Amazônia. Juntei um pouco de cada e acabou dando certo”, destaca. Com o mercado automotivo aquecido, a Só Volks prosperou rapidamente e os bons resultados motivaram Sergio a fazer novos investimentos. Primeiro apostou na Motoparts, loja exclusiva para o segmento de duas rodas. Recentemente abriu a Autoparts, especializada em lataria, iluminação e peças em geral.

 

Quem precisa de sócio?

Sergio não tem sócios, prefere tocar o negócio sozinho e do seu jeito. “Sociedade é complicado, e família é bom dentro de casa”, brinca. Para dar conta do recado, conta com a colaboração de 22 funcionários. Para ele, o maior desafio em gerenciar a empresa está na burocracia do país e na gestão do estoque, principalmente por conta da distância dos grandes centros de distribuição. “Uma peça não chega aqui de um dia para o outro, então preciso fazer um planejamento rigoroso para não ter nada faltando, mas também nada em excesso para não ficar com o capital empatado”, destaca.

Apesar da recessão dos últimos cinco anos, Sergio está confiante na retomada da economia. “O setor automotivo ainda patina um pouco, mas o mercado de motos tem crescido de 5% a 6% ao ano”, reforça. Os planos futuros incluem a transformação da Só Volks para multimarca, já que a frota da cidade ganhou o reforço de novos modelos. O espaço da loja atual comporta muito bem a ampliação do estoque, porém vai exigir novas contratações. O objetivo do empresário é sempre buscar novas oportunidades e jamais parar de crescer. Se anos atrás montar carrinhos era pura diversão, atualmente Sergio não brinca em serviço.