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Embreagem: a melhor garantia é o bom uso

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Embreagem: a melhor garantia é o bom uso

29/05/2018
A principal recomendação de todos os fabricantes para que o sistema –de linha leve ou pesada– tenha longa vida é deixá-lo em paz. Ou seja, não ficar o tempo todo com o pé no pedal

Por Paulo Carneiro
 
A agitação do trânsito exige habilidade do motorista em inúmeros desafios, tais como buracos de rua, subidas escorregadias e paradas nos sinais, quase sempre com o acionamento constante da embreagem. Embora muitos não saibam, esse esforço repetido pode levar ao desgaste prematuro –tanto num veículo de passeio, quanto num pesado–, caso não sejam tomados alguns cuidados básicos, sem falar da manutenção preventiva. Nesse sentido, é importante seguir algumas dicas de especialistas para garantir mais tranquilidade e segurança.


 
Boa procedência
Para Airton José do Prado, gerente de Produtos da Schaeffler (detentora das marcas LuK, INA, FAG e Ruville), a preservação do sistema depende basicamente da forma como o motorista dirige, da finalidade para a qual o veículo está sendo usado e até mesmo da topografia do trajeto. “Em nenhuma hipótese o motorista deve ficar controlando o carro pela embreagem, principalmente nas subidas, como também não deve permanecer com o pé apoiado no pedal no meio do trânsito”, afirma. “Outros procedimentos a serem evitados são as reduzidas e arrancadas bruscas, como também não se deve sacrificar o veículo com excesso de peso.”


 
Na hora da manutenção, a dica é adquirir peças de boa procedência, de marcas reconhecidas pela qualidade. “É a melhor maneira de evitar dor de cabeça, prevenindo aquelas situações em que o cliente é obrigado a parar no meio da viagem.” Segundo ele, a LuK oferece produtos mundialmente consagrados, além de garantia e ampla assistência técnica.
 
Na hora da troca, o especialista recomenda aos mecânicos que levem em consideração alguns aspectos importantes que, segundo ele, nem sempre são observados. “Nos carros que têm rolamento da ponta do eixo piloto é necessário trocar essa peça a fim de evitar ruído e dificuldades no engate das marchas”, afirma. “É bom verificar os retentores do virabrequim e do eixo piloto, pois os vazamentos podem contaminar a caixa seca e o conjunto de embreagem, provocando patinação e trepidação.” Ele recomenda também uma limpeza geral no compartimento da embreagem para verificação do garfo que faz o acionamento do rolamento.
 
“Com o tempo de uso, o garfo desgasta os dedos de contato. Já a folga nas buchas, se houver, pode provocar desalinhamento, causando desgaste prematuro na pista do rolamento e linguetas do diafragma do platô, deixando o sistema de acionamento muito pesado.”
 
Não descansar o pé no pedal
O gerente de vendas de aftermar­ket da Eaton, Fernando Piton, afirma que a preservação da vida útil da embreagem nos veículos pesados depende, igualmente e sobretudo, do motorista. “Na realidade, o sistema de embreagem em geral consiste em diversos componentes com funções extremamente importantes, como o acionamento via pedal, no caso de transmissões manuais, ou por um módulo eletrônico, no caso de transmissões automatizadas”, diz. “Este sistema é composto por cilindros de acionamento e/ou servos de assistência, além de garfos, eixos e buchas que executam o movimento solicitado.” Segundo Piton, “é preciso evitar procedimentos incorretos, como sustentar o veículo em rampa ou descansar o pé no pedal”. Para ele, ao fazer isso, o motorista estará pré-acionando o conjunto e, consequentemente, desgastando precocemente o disco.
 
Evitar trancos
Também o supervisor de serviços da ZF Aftermarket (detentora da marca Sachs), Marcos Rogério Nunes Derenzo, recomenda que, no dia a dia do trânsito, o motorista fique atento ao modo como está dirigindo e abandone vícios que, pouco a pouco, podem danificar o sistema. “Deve-se primeiramente evitar o uso da embreagem para segurar o veículo em ladeiras, usando o equipamento adequado para isso, que são o pedal de freio ou o freio de mão”, afirma. “Outro vício a ser evitado é dirigir com o pé apoiado no pedal, procedimento que reduz a vida útil de todo o conjunto mecânico. Com relação ao processo de troca de marcha, o correto é tirar o pé suavemente, evitando trancos, que também prejudicam os coxins do motor e as engrenagens da transmissão.”
Para Derenzo, cabe ao motorista exigir sempre peças de marcas consagradas na hora da troca, garantindo com isso uma boa vida útil à embreagem.

“Lembro ainda que as peças devem ser instaladas por profissionais capacitados e em estabelecimentos de confiança.” Para ele, é importante que o aplicador tome cuidado no manuseio da peça que será instalada, evitando danos por batidas, quedas acidentais ou ainda a contaminação por elementos gordurosos.
 
Quanto à instalação, Derenzo pede atenção à centralização do conjunto de embreagem, aos pinos guias e ao aperto dos parafusos de fixação do platô, que deve ser feito “de forma cruzada e progressiva”, respeitando seu torque. “Por fim, é necessário um cuidado especial para que se tenha um perfeito alinhamento entre o motor e a caixa de câmbio.”
 
SAIBA MAIS
LUK
0800 111029
EATON
0800 170551
SACHS
0800 0194477